quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Doação de Órgãos


Algumas vezes assistimos comovidos familiares de jovens falecidos darem entrevistas com os olhos cheios de lágrimas e dizendo que a saudade, a tristeza é enorme, mas há um pequeno consolo por saber que os órgãos do querido parente representarão vida nova para outras pessoas.

Na maioria das vezes, isso não acontece. A publicidade do Ministério da Saúde causa sensibilização e muitos pensam, até criam vontade de poder ajudar. Porém, a doação de órgãos vive uma realidade oposta. É um assunto que não é totalmente elucidado para a população.

Existem alguns mitos que necessitam urgentemente serem quebrados. Não, médicos não agilizam o processo de transplante quando o paciente encontra-se em estado grave. Não, no Brasil não há tráfico de órgãos organizado pelas autoridades competentes.

O Brasil possui um sistema completamente sério de captação e distribuição das doações. Possui uma postura ética que obedece todos os critérios da Organização Mundial de Saúde e com o apoio da população tem tudo para se tornar um exemplo nessa questão.

Então, qual a dificuldade e o empecilho das doações? Muitos. Para haver doação deve-se respeitar muitas exigências. A pessoa necessita não ter comorbidades em vida, deve-se enquadra em idades compatíveis. Mas, o grande inimigo é o fato de que a doação obrigatoriamente deve ocorrer com o coração ainda batendo. Fomos criados com a visão errônea que a vida está no coração. Talvez esteja mesma, mas se estiver, está no coração metafórico, no coração sentimental, do relacionamento humano e não na câmara cheia de músculo que contrai e relaxa incessantemente. Quando ocorre parada cardíaca, automaticamente todas as células do corpo perdem a nutrição e começam a morrer. Os rins rapidamente entram em isquemia e assim como todos os alvos do transplante não são úteis e não podem ser utilizados.

A vida, extrapolando a visão religiosa, encontra-se no sistema nervoso. Para ser doador deve-se entrar em morte encefálica, mas com o resto do corpo funcionando. Entretanto, algumas pessoas se perguntam: o que isso significa? Significa que a pessoa deve estar morta da mesma forma que todas as outras que morrem e ao mesmo tempo com certos órgãos funcionando. Inicialmente é complicado entender tais definições, mas não podemos deixar de sermos enfáticos: a morte encefálica é irreversível, a morte física já ocorreu, não há possibilidade nenhuma do paciente acordar, os órgãos continuam funcionando momentaneamente devido a aparelhos, não devido há qualquer conceituação de vida. O corpo sozinho é incapaz de manter mais nada. Esse diagnóstico não é passível de erro algum, pois é realizado sempre por uma junta médica que segue uma sistematização mundial.

Quando a família é chamada ao hospital a questão é que a morte já ocorreu e há a possibilidade de poder ajudar outras pessoas. Apenas isso. Morte encefálica é igual a morte. A maioria dos casos que permitem doação são causas acidentais. Os familiares ficam completamente abalados, em choque, algumas vezes não aceitam o ocorrido.

É um momento extremamente sensível e é nessa miscelânea de sentimentos que a família deve decidir se autoriza o procedimento. O transplante só irá ocorrer se houver o consentimento pleno da família.

Penso que a questão religiosa, independente do credo, deveria ser mais atuante e incentivar a autorização de tal prática. Jesus nós ensinou que não devemos guardar o que não precisamos. Todos os conceitos cristãos definem a alma com forma não material. Portanto, aquilo que fica da nossa existência não precisará de pulmão, fígado, coração.

A melhor campanha que pode ser feita por aqueles que aderem essa causa é orientar a sua vontade e esclarecer tais informações aos familiares e pessoas do convívio próximo. Cada pessoa que toma conhecimento do que realmente significa, torna-se um outdoor de divulgação da esperança daqueles que lutam nas filas de espera em todo país.

Não desejo o mal de ninguém, não espero que ninguém sofra algum acidente fatal, mas se sofrer, desejo de coração, que essa pessoa não perca a oportunidade de ajudar o próximo.

Que fique claro aos meus familiares, eu sou completamente a favor dessa causa.
Thiago Albino

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Desapego

Seja livre
nao posso, te amar mais do que isso
prender-te em minhas palavras
nos meus subornos emocionais
nao cabe mais entre nós

Corra para longe
e saiba, nao engula
sinta, nao entenda
veja, não se atente

O máximo do meu amor
é a sua liberdade!

Paulo Reis

sexta-feira, 9 de julho de 2010

As Quatro Estações

No verão,
você sempre radiante animando a gente
alguns a chamam de pré-adolescente
eu digo que não
digo que apenas vive intensamente
sempre autêntica com aquilo que sente,






No inverno,
nos esquenta com seu jeito animado e diferente
fazendo querer sempre te ter perto da gente
sorrindo, cantando, falando e falando
mas nunca nos cansando.






No outono,
teu olhar é doce e sincero
e na imensidão dos teus olhos brilha as estrelas do céu.
Lindos olhos azuis profundos como o mar
querendo fazer todos te amar.






E na primavera,
ahhh a primavera
Você sobe sozinha no palco
dança, pula e canta
E como a mais bela linda flor
você desabrocha e a todos nós encanta.

Mateus Miranda

A estrada da doce ilusão

Você acendeu a chama do meu coração
e despertou em mim uma linda paixão
que há muito tempo não sentia até então




Você foi uma doce ilusão
um sonho totalmente em vão
e sua resposta ao meu sentimento despedaçou meu coração




Olho para trás e penso
o que poderia ter feito diferente
Mas se olhar para trás
como poderei seguir em frente




Mas como seguir em frente
com a certeza de que não a terei em meus braços
e de que nunca sentirei o calor dos seus abraços
Se olho para trás ou para frente
é sempre você quem está em minha mente




A bela estrada que tomei até ti
me levou até um triste fim
Mas tenho certeza e devo crer
que outras belas estradas estão por vir




O meu destino com você
não teve o desfecho o qual quis
E agora não sei o que o horizonte vai trazer para mim
Mas tenho certeza e devo crer
que outras belas estradas estão por vir...

Mateus Miranda

domingo, 21 de março de 2010

Homenagem

Gostaria de postar novamente um pequeno poema em homenagem a minha cadela, que me provou que afeto e amor não são provados por palavras, sim por gestos.

Miúcha

Parada com a mesma cara de afeto,
sem julgamentos,
sem muitos desejos
e sempre feliz,
ela me vê ir e vir.
___

Vou sentir falta do bom dia, dos latidos, da recepção na madrugada e principalmente do olhar doce.
Obrigado por tudo.
Descanse em paz.


Thiago Albino

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Novos ventos

Como Nietzche
meu cérebro está prenho
Na labuta
pensamentos soltos
Os ventos calmos de antes
sopram eufóricos

Certa inocência 
córneas em chamas
Pupilas dilatadas em um breu
me escoro em muros
pichados de indagações 

Respiração ofegante
Tórax pesado
Sintomas típicos

Pobre sou,
pensamentos giram
cercam a novidade

Pobre ela
Enquanto isso lamento
por quem me espera.

Paulo Reis

sábado, 12 de dezembro de 2009

Colha o dia

Cinco minutos
o tempo da certeza
acalme-se 
nem tudo está perdido

Olhe, sinta
aproveite seus poucos minutos
chupe os dedos
e sinta o sabor doce da ignorância

Desfrute a amada
faça amor
mas ame por estes cinco minutos

Cante alto
assobie se souber
mostre os dentes
antes que eles caiam

Tenha sempre a mão
doses cavalares de intensidade
seja por inteiro
e aproveite os cinco minutos

Não olhe para o relogio
não perca seus segundos
se apegue mais aos detalhes

Não chore pelo não
Amores modernos 
são simbolos
da nossa fragilidade

Siga em frente
Aprenda a assobiar
"carpe diem"
há sempre outros cinco minutos


Paulo Reis

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Carteira Assinada


Meu nome é trabalho hora extra e dinheiro no bolso
Filho da necessidade
Pai do cansaço
E o que é meu deste pedaço
É, senão, o riso, pouco e rouco e fraco
Do ganhado e guardado
Perante o penhasco

Canto e canso
E por cansar
Lamento o tempo perdido
No entanto
Meus cantos vibram mais
A melodia é maior
Em tons mais altos.


( João Cortez, Paulo Reis, Thiago Albino )

Essência

No mais presente
Ausente
No mais ausente
Saudade
Na mais saudade

Será necessidade ou comodismo? ______________________________Perdido em ensaio de verdade
É um diálogo?________________________________________ Devaneio evadido
Carência, ausência_____________________________________ De um sonho esquecido
Na perspectiva______________________________________ No primeiro segundo da manhã
O nada, o tudo, o eu____________________________________ O tudo, o nada, você
Somente? Presente?_____________________________________ Somente? Ausente?
Absoluto ___________________________________________________Nulo
?
(Paulo Reis, Mila Vaz, João Cortez, Thiago Albino)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Compatibilidade de Gênios

Ver, depois rever
repito
repito
Verde pois de ver
insisto 
insisto

Acalmam e brilham
tanto
francos
Você e eu
verdes e castanhos
unidos, munidos
Mais, cada vez
mais

Paulo Reis

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

365 dias de muito prazer, leitura, poesia, amizade, cerveja, ressaca, paixão, música, Santa Tereza, futebol, descobertas.

É com muito orgulho que completamos um ano de vida e agradecemos a todos que passam por aqui.

Podem ter certeza, usaremos essa data para longas comemorações e torço para que no meio de tudo, outros poemas possam nascer.

Thiago Albino

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Quem fala demais.............

O bar estava animado
pandeiro bem empolgado
Sete cordas bem afinado
Avistei a morena do lado

A machaiada num rebuliço
será que havia feitiço?
cheiro?
não sei, não entendo nada disso.

Fui pra perto da morena
Sua amiga entrosada
digo, até assanhada
sambou que pra levar, tem que conversar


E blá blá blá
e blá blá blá
Chico pra cá
Vinicius pra lá

Coitado do Freud
Até ele cismou
de aparecer por lá

E a morena animada
sambava e suava a coitada
e o assunto nao acabava
haja resenha pra essa mulata

E no meio da conversa
licensa ela me pediu
foi ao banheiro
e rápido partiu

Fiquei esperando
dez, vinte,trinta minutos
e o relógio num parava
o samba deu até uma afrouxada

Quando de longe ví a danada
Ela tava toda entrosada
Ví de longe o beijo
que ela deu no camarada

A moçada caiu na gargalhada

QUando ela foi embora
fui perguntar todo tristonho
pro caboclo o que ele tinha
pra ganhar a linda mocinha

E a surpresa apareceu
o cara não me escutou
muito menos respondeu
acenou com a cabeça
fez gestos com a mão

Ah meus amigos
o esperto do cidadão era mudo
mudo eu que fiquei
por isso digo sem nenhum penar
quer resenha?
Põe um frango pra assar!

Paulo Reis

Brindemos a Onomatopéia


Cráá Cráá
Flap flaap
cráa cráa

RRRooaarrr
RRRRRRRRRRRRRRRoaaarr

Craaa
Flap
Cr........

Rooooaaarrr

Clec Clec
Shiiiiii
Silêncio



Eis que surge
a cadeia alimentar

Paulo Reis

sábado, 22 de agosto de 2009

Desamor


Abre essa porta
Anda!
Vai logo

Deixe a chave
e se depois te procurar
não acredite

O que virão depois são apenas mentiras que
inventei para contornar
essa situação incontornável

O que virão depois são hormônios
Brutos, não mais lapidados
pelo amor de antes

Comodismo
medo
O choro inevitável


Em qual momento
deixei o amor sair?

sempre tem um momento


Paulo reis

Olho Mágico


Há de se notar
que todos a sua volta
tem o mesmo olhar

Cante
erga os braços
feche os olhos e
encante

Como vai me notar?
Pobres boquiabertos
calmos porém eufóricos
como agora estou

A diferença tênue 
entre os meus olhos
e todos os outros
talvez você nunca saiba

Digo francamente:
Nem eu mesmo sei!

Só sinto escondido
Bem baixinho

Sinto e peço
Feche os olhos
erga as mãos
e cante

O show minha cara
Deve continuar

Paulo Reis

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

AH! OS RELÓGIOS

Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...

Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.

Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.

E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...

Mario Quintana - A Cor do Invisível

domingo, 26 de julho de 2009

15/07/2009

As estrelas se ofuscaram
um apito contestado
ecoou pela cancha

Dias de glória abrem espaço
e a alegria de antes,
cede lugar ao sofrimento

A virada mais dolorosa
fez de nossa casa
o "silêncio ensurdecedor"

Guerreiros se ausentaram
Gladiadores choraram

No juri da nossa tristeza
três ou mais réus
Sem entender cantamos
e choramos

Na sentença injusta,
em que o apito é o martelo
somos nós os condenados
condenados por amarmos demais

Paulo Reis

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Corte de cabelo


Cada um com seus problemas, com seus amores, com sua família e com seu time do coração. O meu, como todos que me conhecem já sabem, é o Cruzeiro e junto com ele vem uma história longa de paixão, devoção, algumas tristezas, infinitas alegrias e é claro como bom amante do futebol, carrego algumas superstições.

Tudo começou na Copa do Brasil de 96, todos os jogos foram assistidos com a mesma camisa. Na Libertadores comprei minhas primeira bandeira e essa não saiu do meu lado um só instante em jogos importantes. Não sou nenhum pouco metódico, manias entram e saem de acordo com o campeonato, algumas ganham corpo, perduram por mais tempo e outras como parte do meu ser e pelos títulos do azul celestes ficam para sempre.

Libertadores 2009, time amadurecido da eliminação do ano anterior, pouco acreditado, mas ganhando vida a cada jogo. Logo na cara deu para ver onde chegaríamos, já no carnaval sonhava com Dubai. Nesses momentos apareceu a bendita, apareceu as superstições. A bandeira foi lavada em fevereiro e de tanto usada está encardida.

Todas as camisas oficiais que tenho foram presentes e por destino foram mantos de grandes títulos: 96-Copa do Brasil, presente da minha mãe; 97-Libertadores, presente da minha avó; 2003-Campeonato Brasileiro, presente de uma antiga namorada. O coração ficou apreensivo , não podia comprar a camisa, apesar de ser a mais bonita de todos os tempos. Chegou junho e com ele o sempre romântico dia dos namorados. Quanta expectativa e por fim a sacola da loja esportiva. Foi extremamente romântico e preciso. Juntando isso com o futebol de classe do Marquinhos Paraná não faltava nada ou quase nada.

No início da competição lembrei que em todos esses títulos citados meu cabelo estava grande. Não demorou muito e prometia para mim mesmo que a tesoura só seria visitada depois do título ou de uma improvável eliminação. Tudo em ordem, o cabelo cada dia mais feio, o Ramires cada vez mais rápido e o Kléber cada vez mais comportado.

Mas a mão que acaricia é a mesma que apedreja. Semifinal, quase lá, o cabelo já incomoda a todos, menos a mim e de repente, nada mais que de repente, surgi a formatura de direito da mãe da querida namorada. Sem poder argumentar sou convencido pelo afeto, pelo amor e com um pouco de razão ( aparecer na colação de grau com um namorado cabeludo despenteado não deve ser nada bom ) a deixar para trás toda expectativa, toda minha superstição, toda minha certeza de ser tricampeão.

A cada tesourada mais ansiedade surgia. As vésperas do jogo não consigo ficar parado. Tenho medo de ser o culpado da desclassificação, vou sentir enorme remorso e culpa. Apenas me resta torcer muito, muito mesmo, pelo Cruzeiro e para que toda essa crença futebolística seja uma bobagem de criança que devia ter acabado em 1996.

Thiago Franco Albino

domingo, 5 de abril de 2009

Pensamentos soltos que ocorrem em uma caminhada cheias de folhas no chão



O tempo anda ansioso. Já sinto um pouco de frio pela manhã. Estamos em abril. As folhas já estão prontas para suas quedas suaves, para aumentarem o trabalho das faxineiras, para causarem risadas das crianças que brincam de bola na rua e fantasiam flocos de neves ou resmungos de avós com expectativa e medo da dor dos ossos.
O calor invade o final de agosto, as propagandas de moda verão começam no inverno, tenho garganta inflamda em pleno sol de fevereiro, um dia nublado inesperadamente proporciona o mais lindo pôr do sol e o azul claro da manhã vira o negro escuro da chuva da tarde. O tempo anda ansioso. E tenho certeza, ainda não é culpa do garoto estufa; ainda uso blusa de lã pelas manhãs de céu azul.

PS 1: Será que essa visão pertence somente a mim ou também é dos taxistas da esquina que discutem o tempo, do organizador de festas edo viúvo que há muito não importa se chove ou se faz sol?

PS 2: No meio de toda essa bagunça, quero fugir do centro das atenções que nunca fui. Não quero mais o carinho que tanto esperei e que tanto entreguei.... Ironicamente, o drama sempre começa no meio de tudo e nunca termina no fim. Ando ansioso, vejo tudo ansioso, não sei mais onde colocar minhas mãos, o que falar e não mais me puno por pensar coisas feias, por reclamar do presente e do tempo. Não me sinto inconsciente e os rabiscos ganham força pelo amor próprio, pela ganância de felicidade. Buscar novos eus? Achar realmente a razão? Nada de banalizar a solidão, amiga inseparável dos bêbados que não bebem. Parar seria matar todo espírito sentimental que nasceu lá atrás. Logo, resta aproveitar o amargo do chocolate e observar outras coisas ansiosas como o tempo que mistura estações, que invade uma na outro e não respeita datas. Admirar as folhas caindo para que o próximo verão me proporcione novas visões, seria uma atitude sábia.

PS 3: O verão começa no dia 21 de dezembro, solstício de verão, momento em que o sol está na sua maior latitude sul, encontra-se em cima do trópico de capricórnio. Penso que deveria ser o momento maior, aúreo do verão para todos cidadãos austrais, mas no entanto é apenas o início. O verão começa quando o sol já vai rumo ao norte, começa no dia do começo do término. Como gostaria de conversar com uma professora de geografia.

Thiago Franco Albino

Margem de segurança


Caminhe o mais longe possível
para fora do alcançe das minhas palavras
para a sua felicidade.

Suma para a distância da covardia
para o silêncio
que polpa o resmungo
que facilite a alma.

Mas ao mesmo tempo
tenha a certeza
nada escapa ao desejo.

Thiago F. ALbino