O bar estava animado
pandeiro bem empolgado
Sete cordas bem afinado
Avistei a morena do lado
A machaiada num rebuliço
será que havia feitiço?
cheiro?
não sei, não entendo nada disso.
Fui pra perto da morena
Sua amiga entrosada
digo, até assanhada
sambou que pra levar, tem que conversar
E blá blá blá
e blá blá blá
Chico pra cá
Vinicius pra lá
Coitado do Freud
Até ele cismou
de aparecer por lá
E a morena animada
sambava e suava a coitada
e o assunto nao acabava
haja resenha pra essa mulata
E no meio da conversa
licensa ela me pediu
foi ao banheiro
e rápido partiu
Fiquei esperando
dez, vinte,trinta minutos
e o relógio num parava
o samba deu até uma afrouxada
Quando de longe ví a danada
Ela tava toda entrosada
Ví de longe o beijo
que ela deu no camarada
A moçada caiu na gargalhada
QUando ela foi embora
fui perguntar todo tristonho
pro caboclo o que ele tinha
pra ganhar a linda mocinha
E a surpresa apareceu
o cara não me escutou
muito menos respondeu
acenou com a cabeça
fez gestos com a mão
Ah meus amigos
o esperto do cidadão era mudo
mudo eu que fiquei
por isso digo sem nenhum penar
quer resenha?
Põe um frango pra assar!
Paulo Reis
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Brindemos a Onomatopéia
sábado, 22 de agosto de 2009
Desamor

Abre essa porta
Anda!
Vai logo
Deixe a chave
e se depois te procurar
não acredite
O que virão depois são apenas mentiras que
inventei para contornar
essa situação incontornável
O que virão depois são hormônios
Brutos, não mais lapidados
pelo amor de antes
Comodismo
medo
O choro inevitável
Em qual momento
deixei o amor sair?
sempre tem um momento
Paulo reis
Olho Mágico

Há de se notar
que todos a sua volta
tem o mesmo olhar
Cante
erga os braços
feche os olhos e
encante
Como vai me notar?
Pobres boquiabertos
calmos porém eufóricos
como agora estou
A diferença tênue
entre os meus olhos
e todos os outros
talvez você nunca saiba
Digo francamente:
Nem eu mesmo sei!
Só sinto escondido
Bem baixinho
Sinto e peço
Feche os olhos
erga as mãos
e cante
O show minha cara
Deve continuar
Paulo Reis
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
AH! OS RELÓGIOS
Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...
Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.
Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.
E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...
Mario Quintana - A Cor do Invisível
quando um dia eu me for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...
Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.
Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.
E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...
Mario Quintana - A Cor do Invisível
domingo, 26 de julho de 2009
15/07/2009
As estrelas se ofuscaram
um apito contestado
ecoou pela cancha
Dias de glória abrem espaço
e a alegria de antes,
cede lugar ao sofrimento
A virada mais dolorosa
fez de nossa casa
o "silêncio ensurdecedor"
Guerreiros se ausentaram
Gladiadores choraram
No juri da nossa tristeza
três ou mais réus
Sem entender cantamos
e choramos
Na sentença injusta,
em que o apito é o martelo
somos nós os condenados
condenados por amarmos demais
Paulo Reis
um apito contestado
ecoou pela cancha
Dias de glória abrem espaço
e a alegria de antes,
cede lugar ao sofrimento
A virada mais dolorosa
fez de nossa casa
o "silêncio ensurdecedor"
Guerreiros se ausentaram
Gladiadores choraram
No juri da nossa tristeza
três ou mais réus
Sem entender cantamos
e choramos
Na sentença injusta,
em que o apito é o martelo
somos nós os condenados
condenados por amarmos demais
Paulo Reis
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Corte de cabelo

Cada um com seus problemas, com seus amores, com sua família e com seu time do coração. O meu, como todos que me conhecem já sabem, é o Cruzeiro e junto com ele vem uma história longa de paixão, devoção, algumas tristezas, infinitas alegrias e é claro como bom amante do futebol, carrego algumas superstições.
Tudo começou na Copa do Brasil de 96, todos os jogos foram assistidos com a mesma camisa. Na Libertadores comprei minhas primeira bandeira e essa não saiu do meu lado um só instante em jogos importantes. Não sou nenhum pouco metódico, manias entram e saem de acordo com o campeonato, algumas ganham corpo, perduram por mais tempo e outras como parte do meu ser e pelos títulos do azul celestes ficam para sempre.
Libertadores 2009, time amadurecido da eliminação do ano anterior, pouco acreditado, mas ganhando vida a cada jogo. Logo na cara deu para ver onde chegaríamos, já no carnaval sonhava com Dubai. Nesses momentos apareceu a bendita, apareceu as superstições. A bandeira foi lavada em fevereiro e de tanto usada está encardida.
Todas as camisas oficiais que tenho foram presentes e por destino foram mantos de grandes títulos: 96-Copa do Brasil, presente da minha mãe; 97-Libertadores, presente da minha avó; 2003-Campeonato Brasileiro, presente de uma antiga namorada. O coração ficou apreensivo , não podia comprar a camisa, apesar de ser a mais bonita de todos os tempos. Chegou junho e com ele o sempre romântico dia dos namorados. Quanta expectativa e por fim a sacola da loja esportiva. Foi extremamente romântico e preciso. Juntando isso com o futebol de classe do Marquinhos Paraná não faltava nada ou quase nada.
No início da competição lembrei que em todos esses títulos citados meu cabelo estava grande. Não demorou muito e prometia para mim mesmo que a tesoura só seria visitada depois do título ou de uma improvável eliminação. Tudo em ordem, o cabelo cada dia mais feio, o Ramires cada vez mais rápido e o Kléber cada vez mais comportado.
Mas a mão que acaricia é a mesma que apedreja. Semifinal, quase lá, o cabelo já incomoda a todos, menos a mim e de repente, nada mais que de repente, surgi a formatura de direito da mãe da querida namorada. Sem poder argumentar sou convencido pelo afeto, pelo amor e com um pouco de razão ( aparecer na colação de grau com um namorado cabeludo despenteado não deve ser nada bom ) a deixar para trás toda expectativa, toda minha superstição, toda minha certeza de ser tricampeão.
A cada tesourada mais ansiedade surgia. As vésperas do jogo não consigo ficar parado. Tenho medo de ser o culpado da desclassificação, vou sentir enorme remorso e culpa. Apenas me resta torcer muito, muito mesmo, pelo Cruzeiro e para que toda essa crença futebolística seja uma bobagem de criança que devia ter acabado em 1996.
Thiago Franco Albino
domingo, 5 de abril de 2009
Pensamentos soltos que ocorrem em uma caminhada cheias de folhas no chão

O tempo anda ansioso. Já sinto um pouco de frio pela manhã. Estamos em abril. As folhas já estão prontas para suas quedas suaves, para aumentarem o trabalho das faxineiras, para causarem risadas das crianças que brincam de bola na rua e fantasiam flocos de neves ou resmungos de avós com expectativa e medo da dor dos ossos.
O calor invade o final de agosto, as propagandas de moda verão começam no inverno, tenho garganta inflamda em pleno sol de fevereiro, um dia nublado inesperadamente proporciona o mais lindo pôr do sol e o azul claro da manhã vira o negro escuro da chuva da tarde. O tempo anda ansioso. E tenho certeza, ainda não é culpa do garoto estufa; ainda uso blusa de lã pelas manhãs de céu azul.
PS 1: Será que essa visão pertence somente a mim ou também é dos taxistas da esquina que discutem o tempo, do organizador de festas edo viúvo que há muito não importa se chove ou se faz sol?
PS 2: No meio de toda essa bagunça, quero fugir do centro das atenções que nunca fui. Não quero mais o carinho que tanto esperei e que tanto entreguei.... Ironicamente, o drama sempre começa no meio de tudo e nunca termina no fim. Ando ansioso, vejo tudo ansioso, não sei mais onde colocar minhas mãos, o que falar e não mais me puno por pensar coisas feias, por reclamar do presente e do tempo. Não me sinto inconsciente e os rabiscos ganham força pelo amor próprio, pela ganância de felicidade. Buscar novos eus? Achar realmente a razão? Nada de banalizar a solidão, amiga inseparável dos bêbados que não bebem. Parar seria matar todo espírito sentimental que nasceu lá atrás. Logo, resta aproveitar o amargo do chocolate e observar outras coisas ansiosas como o tempo que mistura estações, que invade uma na outro e não respeita datas. Admirar as folhas caindo para que o próximo verão me proporcione novas visões, seria uma atitude sábia.
PS 3: O verão começa no dia 21 de dezembro, solstício de verão, momento em que o sol está na sua maior latitude sul, encontra-se em cima do trópico de capricórnio. Penso que deveria ser o momento maior, aúreo do verão para todos cidadãos austrais, mas no entanto é apenas o início. O verão começa quando o sol já vai rumo ao norte, começa no dia do começo do término. Como gostaria de conversar com uma professora de geografia.
Thiago Franco Albino
Margem de segurança
Afogado

Uma atrás a outra
me resta decepção
de todas as formas
me junto em convergência.
Vontade de me sentir leve
de me comparar ao branco
e realmente ser o que sinto
não o que digo.
As vezes minhas pegadas
tão supostamente previsíveis
encontram mais sozinhas
que o nascer do sol.
E justamente atrás da montanha
resta uma lágrima
que de tão espontânea
evapora pelos olhares rígidos.
Thiago Franco Albino
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Os Degraus
Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos - onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo...
Mario Quintana - Baú de Espantos
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos - onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo...
Mario Quintana - Baú de Espantos
domingo, 8 de março de 2009
O mais profundo sofrimento de realmente te querer

Como é que eu posso reunir,
em uma estrofe, em um refrão,
o olhar mais lindo do mundo,
que é esse seu, que vem a mim,
que mesmo longe é tão profundo.
Como é que eu posso reunir,
em uma estrofe, em um refrão,
esse desejo aqui do fundo,
de te querer, de te sorrir,
e de te ter, só um segundo.
Como é que eu posso reunir,
em uma estrofe, em um refrão,
tudo o que eu tenho pra falar,
tudo o que é só desilusão!
Você não vai me entender,
vai disfarçar, vai se esconder,
não sei se quero te querer,
não sei se quero mais sofrer.
Não sei se quero te querer,
pois tudo indica que é em vão.
Mas sim, vou ter que conviver,
com minha mente e coração.
E minha mente diz que sim,
assim como o meu coração,
que tudo não chegou ao fim,
que nessa história não há não!
(Túlio Marques de Faria)
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
poema com quatro mãos

Quem seremos nós?
Se hoje não lembramos quem fomos!
nós perdemos?
Acrescentamos.....
cada vez mais....
Hoje somos dois anos,
mas seremos.....
...Amanhã...
dois anos e um dia.
E muito menos
e muito mais.
Mais ou menos sem mais nem menos
eu e você
nada a fazer
a não ser plantar,
regar e deixar crescer
Em que pese a inutiladade da reza
o sentimento prevalece
e o amanha não passa de uma fácil percepção.
Pra que sentar e tentar fazer poema?
Se isto não me traz felicidade e desejo.
Se isto não vai resolver o meu problema.
Da ausência do amor, que eu só quero,
mas que não posso,
pois muito além de mim,
há aquilo que só vejo!
(João Gortez, Pedro Brandão, Thiago Albino, Túlio Marquês)
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Lágrimas Contadas


Foram nove
daquelas bem doídas
Mal sem perceber
Foram-se cem
e o pranto jorra
E quanto sentimento havia alí
regado a tradições inventadas
Crianças!
Demasiadas questões se expressam
em líquidos incolores
e em sentimentos não palpáveis
algo fantasiado em sambas dominicais
E quantas Juras
Crianças.
A exclamação some
e o reflexo impulsivo
retorna ao seu devido lugar
A dor renasce
Sentimentos
onde a porta é a serventia
balbuciados por
uma infelicidade monumental
Chorem
Nobres crianças, onde a vida é o pião
girando no granito
Paulo Reis
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Irmão, amigo....

Te vi estranho quando tentavas inventar
um idioma para comigo falar.
Te vi criança, quando fostes meu companheiro
nas brincadeiras da infância.
Te vi orgulhoso, quando dizias que encontrava
em mim a tua semelhança.
Te vi amigo nas horas que encontrava tuas
mãos a me amparar.
Te vi adversário, quando teus cuidados fizeram
algo me negar.
Te vi alegre, quando compartilhamos vitórias e
emoções.
Te vi forte, para me incentivar quando
tua vontade era chorar.
Te vi fraco, para me mostrar, que as vezes
caimos, mas o importante é ter forças para
levantar.
Te vi apreensivo, quando comecei a criar asas
para vôos independentes alçar...
E por tudo que eu vi hoje eu posso afirmar
que és muito mais que um irmão....
Um ser humano sempre tentando acertar...
Um grande e eterno amigo!
O amigo que se quer ter, e em ti pude
encontrar.
E assim sempre será meu grande
amigo e irmão.
Hoje comemoro com você o seu aniversário,
como se fosse um pouco do meu.
Que você seja sempre íntegro, forte e
amado por todos.
Feliz aniversário, te adoro muito.
Parabéns!
(Daniela Albino)
04/02/2009
Vou fazer um comentário na própria postagem: foi o melhor presente
que ganhei. Amo e tenho muito orgulho dessa linda moça.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Rio do anil
Essa canção é muito mais do que você e eu e nós
É pra você, sobre você e muito mais que você não vai nem saber
Mas eu preciso me expressar
Eu não podia simplesmente ignorar você pra mim
Seus olhos, seu cabelo, seu jeito de sorrir
A sua voz, o seu olhar, a minha vida, o seu caminhar
Então eu faço essa canção pra te mostrar
Que você é linda, que como você não há...
...E que você eu vou querer pra minha vida inteira
O meu amor é grande e tanto pra existir (e existe sim)
Mas não é grande pra poder te amar assim
O meu amor não vai trazer você pra mim
O meu amor não vai trazer você pra mim
O meu amor não vai trazer você pra mim
O meu amor não vai trazer você pra mim
(Túlio Marquês)
É pra você, sobre você e muito mais que você não vai nem saber
Mas eu preciso me expressar
Eu não podia simplesmente ignorar você pra mim
Seus olhos, seu cabelo, seu jeito de sorrir
A sua voz, o seu olhar, a minha vida, o seu caminhar
Então eu faço essa canção pra te mostrar
Que você é linda, que como você não há...
...E que você eu vou querer pra minha vida inteira
O meu amor é grande e tanto pra existir (e existe sim)
Mas não é grande pra poder te amar assim
O meu amor não vai trazer você pra mim
O meu amor não vai trazer você pra mim
O meu amor não vai trazer você pra mim
O meu amor não vai trazer você pra mim
(Túlio Marquês)
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Sentimentos litorâneos
Os tempos mudaram
bocas secas de antes
abrem passagem
e as parótidas jorram
As feridas fecham
ondas litorâneas
água benta
e seu batismo está feito
O peito abre
a cabeça
dona de sí
lamenta a inesperada chegada
Os triângulos tocam
o bumbo ressoa
o violão dá as boas vindas
para a dança da vida
São Pedro concede lincença
onde era asfalto, vira mar
o destino se traça
e tudo se renova
Quem duvida
quanto sentimento havia alí
regado a essência de maçã?
Aos devotos de São tomé
mando abraços de São Pedro
e mesmo sem ver sentimentos
passo a acreditar nos litorâneos.
Paulo Reis
bocas secas de antes
abrem passagem
e as parótidas jorram
As feridas fecham
ondas litorâneas
água benta
e seu batismo está feito
O peito abre
a cabeça
dona de sí
lamenta a inesperada chegada
Os triângulos tocam
o bumbo ressoa
o violão dá as boas vindas
para a dança da vida
São Pedro concede lincença
onde era asfalto, vira mar
o destino se traça
e tudo se renova
Quem duvida
quanto sentimento havia alí
regado a essência de maçã?
Aos devotos de São tomé
mando abraços de São Pedro
e mesmo sem ver sentimentos
passo a acreditar nos litorâneos.
Paulo Reis
Litoral
TAMAR

Tão belo é o encontro da tartaruguinha com o mar
passos curtos, sem direção e apressados
algumas se perdem
outras resolvem nem sair do ovo.
O trabalho é arduo
60 dias de espera
119 irmãos
50 cm abaixo do chão
A descida pela praia parece uma infinidade
siris, pássaros aguardam tão ansiosos como os turistas
mais uma batalha vencida
e como prêmio as ondas do mar,
refresco, beleza e mistério
a cada etapa um peixe
uma nova posição na cadeia alimentar
Novos mares, países, até oceanos
poucos restaram
mas ao local de origem devem voltar
talvez
não só para procriar
talvez
para alegrar aqueles que
fazem dessa trajetória
parte da sua história.
(Thiago Albino e Mariana Oliveira)
da forma mais sincera, parabéns para todos envolvidos nesse projeto.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Igualdade social

Não é verdade o dito popular de que pobre e rico se encontram no momento em que nascem e que morrem. As maternidades finas são silenciosas com médicos 30 horas de plantão, os partos são marcados 9 meses antes e os bebês já nascem cheirosos. Nos cemitérios de última geração que pra mim são shoppings com boullevard, a única coisa que não lhe são veiculados é a tristeza. Os caixões possuem muito mais madeira do que todas as camas que alguns menos favorecidos deitaram em toda a vida. Por outro lado, as maternidades e cemitérios públicos parecem um campo de batalha, onde se luta por leitos, lápides, pela mínima dignidade.
Já os engraçadinhos inspirados pelo velho guerreiro diriam que no trono somos todos iguais. Doce ilusão. Iorgutes, fibras, dieta balanceada ganham e muito em eficácia contra superstição, chás. Entretanto, acho graça que além disso as madames exijam silêncio.
O futebol durante muito tempo foi a minha aposta sobre o evento que representasse a igualdade social. Favorecidos ou não sofrem, pulam, comemoram da mesma forma. Enxergam jogadas da mesma maneira, mas enfrentam filas de formas antagônicas, tem acesso diferente ao espetáculo e aos membros coordenadores de seu time. A camisa de um é oficial e autografada, do outro, quando não velha e rasgada, é de esquina ou usada.
Ficou a dúvida, o que nos une nesse país de dimensão continental? O que a classe financeiramente dominante tem de interseção com a classe desprovida de renda? Na política a influência e o poder real de mudanças é restrito, educação e cultura não há nada digno de nota.
Fui encontrar a resposta quando já estava desanimado e triste. Resolvi escquecer a dúvida, sentei em um bar e pronto. Ao pedir minha habitual cerveja gelada encontrei o tesouro. Olhei em volta, observei um grupo de terno bebendo o mesmo líquido quase sagrado que um grupo descontraido com roupas sujas de tinta.
O copo normalmente é diferente, um é lagoinha, outro é desenvolvido para manter a homogenidade e temperatura. A marca é diferente, mas a cevada e o álcool em concentrações baixas sempre prevalecerá. A cerveja é a ponte que ligas as duas ilhas sociais. Em uma ilha há o whisky, os finos scott bar, com gelo e música estrangeira, na outra há a cachaça e torresmo nos sujos bares de rua com seus pandeiros desafinados, entretanto no meio exato e com mesmo grau de aceitação e invasão está o líquido de origem alemã que há muito tempo foi adotado e é enraizado pela cultura nacional. Um brinde a cerveja, único evento social capaz de unir patrão e empregado fora do horário de trabalho.
Thiago Albino
Contagem Regressiva

Outros 365 dias se passaram, de novo começa a contagem e as ondas preparam para quebrarem suavemente. Como de costume não seguro nenhuma garrafa de bebida alcólica, coloco minhas mãos nos bolsos confortáveis e fecho os olhos.
É automático, faço uma retrospectiva inconsciente nos tão aguardados 10 segundos. Inevitável não escutar a música mais marcante do ano, que não está tocando, Janta.
Não crio nenhuma pretensão maluca, não mudarei da noite para o dia, minha vida apesar de intensa, não é tão instável.
Não costumo pedir muito, pois não dá tempo, prefiro largar a ambição de querer que o próximo seja o melhor e como curto rever risadas, beijos, bobagens, viagens.
Que amanhã eu acorde ao lado da felicidade para que os novos 365 sejam bons para ocupar seus últimos segundos.
Thiago Albino
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Férias
Pessoal
Eu e Thiago estamos de viagem até fim de janeiro
Estamos escrevendo muito e em 2009 o Poemas Mineiros terá grandes novidades
Obrigado a todos pelo 2008 de poesia
e sinceros sentimentos
Um grande abraço
Paulo
Eu e Thiago estamos de viagem até fim de janeiro
Estamos escrevendo muito e em 2009 o Poemas Mineiros terá grandes novidades
Obrigado a todos pelo 2008 de poesia
e sinceros sentimentos
Um grande abraço
Paulo
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Amigos leitores,
obrigado pelas visitas, sugestões e acima de tudo pela amizade......
um ótimo natal e final de ano,
que 2009 seja um ano feliz.
Um abraço especial para:
Paulo
Mariana(tuca)
Tia Helena
Thaiane
(visitantes assíduas, queridas e companheiro 100%)
e enquanto isso isso, toda vez que bebo, fico com os dedos coçando para escrever!
Thiago Albino
obrigado pelas visitas, sugestões e acima de tudo pela amizade......
um ótimo natal e final de ano,
que 2009 seja um ano feliz.
Um abraço especial para:
Paulo
Mariana(tuca)
Tia Helena
Thaiane
(visitantes assíduas, queridas e companheiro 100%)
e enquanto isso isso, toda vez que bebo, fico com os dedos coçando para escrever!
Thiago Albino
Cheiro
-Onde estará o seu cheiro?
-Perdido entre outros.
Coitado do querido
que não mais tão querido
chora
onde ninguém mais importa
Chora na esquina
que o medo do desamor
cresce como pau brasil
adubado pela terra
que ninguém mais importa
nem o ex-amor.
Mas no meu Brasil
tantos outros choraram
que minha dor
juro
em outros
viraram amor
e afirmo
que não sei mais
responder
onde estará seu cheiro?
Paulo e Thiago
-Perdido entre outros.
Coitado do querido
que não mais tão querido
chora
onde ninguém mais importa
Chora na esquina
que o medo do desamor
cresce como pau brasil
adubado pela terra
que ninguém mais importa
nem o ex-amor.
Mas no meu Brasil
tantos outros choraram
que minha dor
juro
em outros
viraram amor
e afirmo
que não sei mais
responder
onde estará seu cheiro?
Paulo e Thiago
Células tronco
Grupos religiosos não podem impor crenças.
A aprovação do uso , no início de 2005 , de células-tronco embrionárias para a pesquisa científica foi um grande passo para o país. O Brasil, como um estado laico, não deve ter suas decisões políticas influenciadas por grupos religiosos. As religiões, é claro, precisam ser respeitadas, porém nenhum grupo religioso deve impor sua crença ,como se esta fosse uma verdade inquestionavel, ao restante da sociedade. Esta, por sinal, evoluiu muitos, pois, séculos atrás, queimava hereges na fogueira por não suportar as diferentes crenças deles. Não seria hora de retroceder e deixar que valores religiosos de determinados grupos atrasem o progresso do país.
Marcos Victor Prosdocimi Diniz.
A aprovação do uso , no início de 2005 , de células-tronco embrionárias para a pesquisa científica foi um grande passo para o país. O Brasil, como um estado laico, não deve ter suas decisões políticas influenciadas por grupos religiosos. As religiões, é claro, precisam ser respeitadas, porém nenhum grupo religioso deve impor sua crença ,como se esta fosse uma verdade inquestionavel, ao restante da sociedade. Esta, por sinal, evoluiu muitos, pois, séculos atrás, queimava hereges na fogueira por não suportar as diferentes crenças deles. Não seria hora de retroceder e deixar que valores religiosos de determinados grupos atrasem o progresso do país.
Marcos Victor Prosdocimi Diniz.
R$ 1,80

Tenho pena deste caderno
Aturar minha criatividade
Assistir às minhas paixões
Enxugar minhas canções.....
Tenho inveja deste caderno
Aturar minha criatividade
Assistir às minhas paixões
Enxugar minhas lágrimas
Escutar minhas canções
Tenho a benção de ter este caderno
Transformar este em esse
e aguardar quais acordes poderão entrar.
Thiago Albino
Me reprimo

É completamente incoerente e injusta a insegurança que habitou o meu ser. Os desejos já foram realizados, o final de semana passou e junto vieram elas, cervejas, amigos, violão, sol, chuva, futebol e mais elas. Mas o desejo que ficou, foi de beijar o beijo de um tempo atrás, o que talvez tenha sido menosprezado, pouco amado.
Me cerco com as visões de que novo sofrimento seria inevitável, mas que não falta vontade para mandar tudo para os ares e esquecer, não falta. – que vontade de beijar a mulher que há pouco me dava as mãos.
Outubro
Thiago Albino
Passado ou futuro
Quantas mágoas, quantas tristezas já causei?
Algumas mulheres já foram felizes na minha cama
e as mesmas já foram tristes em tantos locais.
Não lhe prometo a eternidade
Isso você pode guardar num envelope,
Mandar para seu inimigo e aguardar.....
A eternidade é feita de intensidade
e pode ter certeza
te dou sem pedir.
Menti, trai, escondi, bebi
todos os verbos ruins terminam com i.
Se não terminassem......
não estaria com você.
Machuquei algumas meninas
e machucaria outras tantas
até aprender a não ofender quem amo,
até aprender a transformar
o eu te amo em estou te amando
transformar toda intensidade
aos poucos em nossa intensidade
pois sem isso, restaria
posso mudar, posso te merecer e te amar.
( Thiago Albino )
Algumas mulheres já foram felizes na minha cama
e as mesmas já foram tristes em tantos locais.
Não lhe prometo a eternidade
Isso você pode guardar num envelope,
Mandar para seu inimigo e aguardar.....
A eternidade é feita de intensidade
e pode ter certeza
te dou sem pedir.
Menti, trai, escondi, bebi
todos os verbos ruins terminam com i.
Se não terminassem......
não estaria com você.
Machuquei algumas meninas
e machucaria outras tantas
até aprender a não ofender quem amo,
até aprender a transformar
o eu te amo em estou te amando
transformar toda intensidade
aos poucos em nossa intensidade
pois sem isso, restaria
posso mudar, posso te merecer e te amar.
( Thiago Albino )
Rita de Cássia

Santa Rita de Cássia, Ritinha,
Amiga de infância,
Admirei tua santidade, teus milagres,
Teu privilégio de filha escolhida,
Teu hábito de freira – túnica comprida, panejamentos,
véu na cabeça- vestimenta de rainha.
Minha rainha, escutai-me!
Rita de Cássia em teu trono de santa
Cuidai de meus pecados, são meus feitos melhores.
(Helena Galvão Albino)
Alienado bom de boca
Auto de nascimento
Os grilos

Dúbio pensar a origem desse momento. Não seria redundante pensar que a causa sempre foi triste e sempre foi alegre. Me cerco, parado e sempre aos finais da noite, da vontade de descobrir o que me levou a ser o hoje. Infinitas variáveis entram na minha rondante cabeça. Mas, algo, sereno, invadiu tudo e criou a vontade de sentir; boa noite.
Thiago Albino
Vocês
Hoje vejo tudo que me aconteceu, me ocupou por tanto tempo
Hoje tudo é tão mais claro do que aquilo que ja passou
Hoje o que um dia se tratava só de solidão
É tão fácil, tão simples de compreender.
É possível viver sem ter você
É possível ser feliz sem você
É possível amar que não você
É possível não pensar mais em você
E hoje eu vivo eu não preciso de você
Pra que querer que tudo volte a ser como foi
Pra que chorar por não ter feito o que lhe propôs
O tempo trouxe novos ventos e pessoas
e conquistas e coragem de saber que já não dava mais.
E quando eu mais me vi sozinho
E quando eu mais me vi perdido
Você chegou e me fez enxergar que era possível amar outra vez
Era possível amar outra vez
E é possível amar outra vez.
( Túlio Marquês )
Hoje tudo é tão mais claro do que aquilo que ja passou
Hoje o que um dia se tratava só de solidão
É tão fácil, tão simples de compreender.
É possível viver sem ter você
É possível ser feliz sem você
É possível amar que não você
É possível não pensar mais em você
E hoje eu vivo eu não preciso de você
Pra que querer que tudo volte a ser como foi
Pra que chorar por não ter feito o que lhe propôs
O tempo trouxe novos ventos e pessoas
e conquistas e coragem de saber que já não dava mais.
E quando eu mais me vi sozinho
E quando eu mais me vi perdido
Você chegou e me fez enxergar que era possível amar outra vez
Era possível amar outra vez
E é possível amar outra vez.
( Túlio Marquês )
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Brasil: Um país de todos!

O encontro do papel
com a caneta
nobre leitor
não acontece ao acaso
Acaso, é a bala sortida
é a bala perdida
cravada no barracão
e no peito do mulato
Carroças de papelão
por um preço barato
e mostra que o suor digno
é o pão do mulato
Pão que sobra
que dorme
Pão que murcha
e vira pedra
Pão ingrato
Corpo de cristo
embebido em um cálice de sangue
sangue das mãos cortadas
no encontro do facão com a cana
E como um falcão
urubus disputam restos
com a criança
no brejo da cruz
E o menino de nome jesus
sofre
chibatadas no coração
e na cabeça
Acaso meu amigo
é a nossa mudez
que cravam balas perdidas
e sortidas
pela guela a dentro
Acaso, nobre leitor
é a burrice de dizer
que o Brasil
é um país de todos
Paulo Reis
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Setembro
Sofrer, chorar,
verbos pra uma vida toda,
é como o fim de uma era,
serve como renascença, recomeço,
é como o inverno precedendo a primavera.
Se não sofri, não chorei.
Logo, não vivi............
Que a primavera me mostre o verão,
o ciclo sempre fechará.
As folhas sempre cairão
com você, com ela.....
Sempre comigo.
Algum dia,
independente do dia,
Me desculpe a rima
Mas tenho certeza,
a primavera encantará
e a felicidade...
Aqui está!
(Thiago Albino/Túlio Marquês)
verbos pra uma vida toda,
é como o fim de uma era,
serve como renascença, recomeço,
é como o inverno precedendo a primavera.
Se não sofri, não chorei.
Logo, não vivi............
Que a primavera me mostre o verão,
o ciclo sempre fechará.
As folhas sempre cairão
com você, com ela.....
Sempre comigo.
Algum dia,
independente do dia,
Me desculpe a rima
Mas tenho certeza,
a primavera encantará
e a felicidade...
Aqui está!
(Thiago Albino/Túlio Marquês)
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Gargalhada
Quando me disseste que não mais me amavas,
e que ias partir,
dura, precisa, bela e inabalável,
com a impassibilidade de um executor,
dilatou-se em mim o pavor das cavernas vazias...
Mas olhei-te bem nos olhos,
belos como o veludo das lagartas verdes,
e porque já houvesse lágrimas nos meus olhos,
tive pena de ti, de mim, de todos,
e me ri
da inutilidade das torturas predestinadas,
guardadas para nós, desde a treva das épocas,
quando a inexperiência dos Deuses
ainda não criara o mundo..
João Guimarães Rosa
e que ias partir,
dura, precisa, bela e inabalável,
com a impassibilidade de um executor,
dilatou-se em mim o pavor das cavernas vazias...
Mas olhei-te bem nos olhos,
belos como o veludo das lagartas verdes,
e porque já houvesse lágrimas nos meus olhos,
tive pena de ti, de mim, de todos,
e me ri
da inutilidade das torturas predestinadas,
guardadas para nós, desde a treva das épocas,
quando a inexperiência dos Deuses
ainda não criara o mundo..
João Guimarães Rosa
domingo, 30 de novembro de 2008
Dias de amor

Para maioria das pessoas no mundo, hoje é apenas 30 de novembro. Um dia comum em que algumas pessoas estão entrando de férias. Mas para Pereira, um garoto reclamão e carente do bairro Santa Efigênia é um dia diferente.
Pereira é apaixonado por Maria, uma mocinha preguiçosa de caninos pontudos que os usa tanto para morder quanto para sorrir.
Maria Teixeira Soares mora em Santa Tereza numa rua sem saída. Já Pereira Men de Sá mora em Santa Efigênia numa avenida que não passa ônibus. Moram relativamente perto.
Maria vive para os amigos e família. Usa dos poderes da covinha para conquistá-los.
Pereira ama os amigos apesar das madrugadas de vídeo game se tornarem cada vez mais raras. Família ele também ama, apesar das discussões por copos e roupas no chão.
Conheceram-se quando tinham que se conhecer e se beijaram quando tinham que se beijar. Maria andava com os pés bem atrás. Usava o olho mágico para abrir as portas e janelas de sua casa. Isso o encantava. Pereira queria ir entrando, sentando no sofá, comer um misto quente e pegar o controle da televisão. Isso a encantava.
Entre encantos e barrancos (me desculpe o trocadilho). Entre surpresas e carinhos, entre cubanos e mexicanos eles se deram uma chance.
Certo aquele que disse que os opostos se distraem e os dispostos se atraem.
Certo aquele que não desistiu. Certa aquela que não se esvaiu.
Ambos estavam certos, que sorte. Entre tantos anos, entre tantos outros.
Para a maioria das pessoas no mundo, hoje é apenas 1 de dezembro. Um dia comum em que algumas pessoas estão começando a ter sonhos natalinos.
Mas para Pereira é um dia diferente, é o dia de reinventar o amor.
Paulo Reis
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Mãos atadas

Acomodamos,
perdemos o frio na barriga
o prazer do novo
do inusitado
Acomodamos,
nossos jantares
sempre tão alegres
já não tem a mesma graça
Acomodamos
e acumulamos ofensas
desrespeitos
brigas banais
Acomodamos
e cuspimos imperfeições
um no outro
Acomodamos
e amadurecemos,
ficamos donos da razão
dignos de sí próprio
não um do outro
Acomodamos,
deleitamos agora
com nossos longos beijos
de três segundos
Acomodamos,
nos mesmos apelidos
nas mesmas brincadeiras
que já não tem a mesma graça
Acomodamos,
rotineiramente
paulatinamente
estúpidamente
Acomodamos,
e quem nunca se acomodou
que atire a primeira pedra
Paulo Reis
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Gaze
domingo, 23 de novembro de 2008
Poema que aconteceu
Nenhum desejo neste domingo
nenhum problema nesta vida
o mundo parou de repente
os homens ficaram calados
domingo sem fim nem começo.
A mão que escreve este poema
não sabe o que está escrevendo
mas é possível que se soubesse
nem ligasse.
Carlos Drummond de Andrade
nenhum problema nesta vida
o mundo parou de repente
os homens ficaram calados
domingo sem fim nem começo.
A mão que escreve este poema
não sabe o que está escrevendo
mas é possível que se soubesse
nem ligasse.
Carlos Drummond de Andrade
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Revolução negra

A Revolução veio pela tv
Foi mastigada em jornais
Em massa pela internet
Ontem, prédios do império ruiram
Hoje Outro momento histórico
A Revolução foi live
A história é ao vivo
Nasce uma nova américa
cheia de esperança
no tubo
Foi on the fly
CNN em holografias
Wall street journal
MSNBC em widget
pariram uma nova américa
Um filho negro
como King
cala o racismo
sem sangue
sem guerra
A bandeira branca
levantada entre raças
veio pelas mãos democráticas
a revolução meus amigos
é negra
Seu Barba e Paulo Reis
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Singelo

Gostaria que tudo antes, fosse nada.
Quem me dera beijar a boca que para sempre será minha....
Nunca antes tenha sido beijada
talvez,
por ciúmes
você fale o mesmo de mim
mas nunca antes
nem nunca ousei dizer
fique......
fique para sempre.
Senti com você
uma vontade de me completar só
de te querer mais, cada vez mais....
para juntos sermos só como nunca fomos.
Para sabermos que seremos mais felizes
um do lado do outro....do que do outro.
Pois não
Fique
Fique para sempre.
Thiago Albino
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Auto-Biografia

Perdoarei
por seus desencontros
internos que,
se tornam externos
a qualquer desatenção
Perdoarei
"por fazeres mil perguntas
que vidas que andam juntas
ninguém faz"
Não insista
pelo meu perdão
Insegura-se de si
para si
Abra-te os olhos
a moldura é clara
é simples
Perdoarei
por esqueceres a métrica
por dançaste sem rimas
por confiar
com os pés bem atrás
Paulo Reis
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Acaso
O acaso são as mãos do deus Baco
não são das deusas do amor, da sinceridade
pois elas não saem de casa depois da meia-noite
essas deusas assistem da combinação, do "arranjamento"
Baco ficou viciado em vinho, coitado,
quando o acaso o fez perde uma grande paixão.
Revoltado, sem nada poder fazer,
roubou o direito dos outros deuses de usarem o acaso.
Brinca de criar paixões, dúvidas, incertezas,
faz acontecer encontros esperados ou não.
Resumindo,
ele possui um dos sentidos da vida: o inesperado.
Aos poucos foi aprimorando suas táticas para concluir as proezas
inventou na África o samba
na Europa o rock
e na América o eletrônico
Deu vida à alguns poetas primorosos
que expressavam através de seus dedos
os desejos de um deus vazio mas feliz.
Mas, cansado de tanta repetição,
Baco queria um acaso
que não virasse só um caso de bar.
Queria um acaso que compensasse a perda da sua grande paixão
e num estalo de dedos, em mais uma noite na casa dos deuses,
um jovem louro cheio de expectativa
encontrou uma moça linda " com blusa listrada" cheia de dúvida.
thiago albino
não são das deusas do amor, da sinceridade
pois elas não saem de casa depois da meia-noite
essas deusas assistem da combinação, do "arranjamento"
Baco ficou viciado em vinho, coitado,
quando o acaso o fez perde uma grande paixão.
Revoltado, sem nada poder fazer,
roubou o direito dos outros deuses de usarem o acaso.
Brinca de criar paixões, dúvidas, incertezas,
faz acontecer encontros esperados ou não.
Resumindo,
ele possui um dos sentidos da vida: o inesperado.
Aos poucos foi aprimorando suas táticas para concluir as proezas
inventou na África o samba
na Europa o rock
e na América o eletrônico
Deu vida à alguns poetas primorosos
que expressavam através de seus dedos
os desejos de um deus vazio mas feliz.
Mas, cansado de tanta repetição,
Baco queria um acaso
que não virasse só um caso de bar.
Queria um acaso que compensasse a perda da sua grande paixão
e num estalo de dedos, em mais uma noite na casa dos deuses,
um jovem louro cheio de expectativa
encontrou uma moça linda " com blusa listrada" cheia de dúvida.
thiago albino
domingo, 9 de novembro de 2008
Já não vou mais
Letra: Túlio Marques
Interpretação: Expalhasamba e Excluidos
CD: Ao vivo em S. José da Lapa
Diretor: Rodrigo T. Gontijo
Versos da afinidade sem fim

Entre Kubrikcs
e Bossas
Numa odisséia me lançei
em um espaço musical
de afinidades Vinicianas
E como num samba,
de ritmos dobrados
senti-me extasiado
emaranhado
em afinidades cotidianas
E quantas Marias
Madalenas
Helenas e Anas
encontrei-me com a amizade
em uma afinade chamada Fernanda
É a dos filmes
Das músicas
dos dentes
dos livros
e o espelho da minha alma se multiplica
Paulo Reis
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Rua saudade

Atravesso a rua
esqueço de olhar para os lados
nao meço as consequências
sem olhar pra trás
eu apenas vou
Sigo meu caminho
(creio não estar escrito)
acredito ter forças
no entando não me apoio mais
nas pessoas de sempre
Bebo e me sinto confuso
paranóico
busco uma válvula de escape
que nao vejo
Vou para outra rua
sigo meu caminho torto
sozinho beijo com lagrimas
a fronha do meu travesseiro
choro e lamento
conhecer a rua saudade.
Paulo Reis
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Nossa rotina

Aproveita....
Aproveita meu amigo,
Aproveita que não tem mais lágrima.
Sinta o gosto doce do medo, da solidão
Lute contra o desespero da ausência
Curta todas as presenças, por mais que durem apenas a madrugada.
Beba, beba ate entornar
Até sonhar em casar
Ressaca? Foi feita para curar.
Cante....
Para as loiras, morenas, ruivas,
baixas, intelectuais, fúteis, bonitas, feias,
cante até para as gordinhas,
cante para quem estiver ao seu lado.
Desfrute sua irmã,
ela tem muito a dizer,
sabe muito mais de mulher que você.
Conquiste, apaixone-se
e nesse momento, boa sorte.
Suas lágrimas já estarão prontas,
viva, viva o antigo misturado com o novo.
Viva uma nova mulher.
Thiago Albino
terça-feira, 4 de novembro de 2008
RECOMEÇAR
Não importa onde você parou…
em que momento da vida você cansou…
o que importa é que sempre é possível e
necessário “Recomeçar”.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…
é renovar as esperanças na vida e o mais importante…
acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
foi aprendizado…
Chorou muito?
foi limpeza da alma…
Ficou com raiva das pessoas?
foi para perdoá-las um dia…
Sentiu-se só por diversas vezes?
é porque fechaste a porta até para os anjos…
Acreditou que tudo estava perdido?
era o início da tua melhora…
Pois é…agora é hora de reiniciar…de pensar na luz…
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal
Um corte de cabelo arrojado…diferente?
Um novo curso…ou aquele velho desejo de aprender a
pintar…desenhar…dominar o computador…
ou qualquer outra coisa…
Olha quanto desafio…quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te
esperando.
Tá se sentindo sozinho?
besteira…tem tanta gente que você afastou com o
seu “período de isolamento”…
tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu
para “chegar” perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza…
nem nós mesmos nos suportamos…
ficamos horríveis…
o mal humor vai comendo nosso fígado…
até a boca fica amarga.
Recomeçar…hoje é um bom dia para começar novos
desafios.
Onde você quer chegar? ir alto…sonhe alto… queira o
melhor do melhor… queira coisas boas para a vida… pensando assim
trazemos prá nós aquilo que desejamos… se pensamos pequeno…
coisas pequenas teremos…
já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente
lutarmos pelo melhor…
o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental…
joga fora tudo que te prende ao passado… ao mundinho
de coisas tristes…
fotos…peças de roupa, papel de bala…ingressos de
cinema, bilhetes de viagens… e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados… jogue tudo fora… mas principalmente… esvazie seu coração… fique pronto para a vida… para um novo amor… Lembre-se somos apaixonáveis… somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes… afinal de contas… Nós somos o “Amor”…
” Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do
tamanho da minha altura.”
Carlos Drummond de Andrade.
em que momento da vida você cansou…
o que importa é que sempre é possível e
necessário “Recomeçar”.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…
é renovar as esperanças na vida e o mais importante…
acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
foi aprendizado…
Chorou muito?
foi limpeza da alma…
Ficou com raiva das pessoas?
foi para perdoá-las um dia…
Sentiu-se só por diversas vezes?
é porque fechaste a porta até para os anjos…
Acreditou que tudo estava perdido?
era o início da tua melhora…
Pois é…agora é hora de reiniciar…de pensar na luz…
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal
Um corte de cabelo arrojado…diferente?
Um novo curso…ou aquele velho desejo de aprender a
pintar…desenhar…dominar o computador…
ou qualquer outra coisa…
Olha quanto desafio…quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te
esperando.
Tá se sentindo sozinho?
besteira…tem tanta gente que você afastou com o
seu “período de isolamento”…
tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu
para “chegar” perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza…
nem nós mesmos nos suportamos…
ficamos horríveis…
o mal humor vai comendo nosso fígado…
até a boca fica amarga.
Recomeçar…hoje é um bom dia para começar novos
desafios.
Onde você quer chegar? ir alto…sonhe alto… queira o
melhor do melhor… queira coisas boas para a vida… pensando assim
trazemos prá nós aquilo que desejamos… se pensamos pequeno…
coisas pequenas teremos…
já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente
lutarmos pelo melhor…
o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental…
joga fora tudo que te prende ao passado… ao mundinho
de coisas tristes…
fotos…peças de roupa, papel de bala…ingressos de
cinema, bilhetes de viagens… e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados… jogue tudo fora… mas principalmente… esvazie seu coração… fique pronto para a vida… para um novo amor… Lembre-se somos apaixonáveis… somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes… afinal de contas… Nós somos o “Amor”…
” Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do
tamanho da minha altura.”
Carlos Drummond de Andrade.
Cegueira

Cotidiano
Solidão muda e cega
Imersa em uma banheira de pessoas
Que não vejo
Nem sinto.
Lacrimejo o desejo reprimido e
atiro copos na parede do meu peito
joelho e corpo
unidos pelos meus braços
fracos e castos
de tanto buscarem por você.
Me perco nesse vazio
da intensa escuridão das sombra dos rostos
que poderiam me fazer feliz.
Amanheço
no mesmo momento
que me sinto por inteiro seu.
Não importa se quem esbarro
e peço desculpas
seja diferente de ontem
Meus olhos são impedidos
de proporcionar sorriso
pois assim vivo
a cotidiana vontade de te enxergar.
Thiago Albino e Paulo Reis
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